Nós recorremos a conexões com outras pessoas para manter nossa própria estabilidade emocional. Esse processo é chamado de regulação límbica interpessoal”, através da qual uma pessoa transmite sinais que podem alterar níveis hormonais, função cardiovascular, ritmos de sono e até a função imunológica dentro do corpo de outra pessoa.
A condução das ações de forma a trazer à tona o que as pessoas têm de melhor é chamada de Liderança Ressonante. Porém, quando o líder dirige as emoções negativamente, minando os alicerces emocionais que permitem às pessoas brilhar, dizemos tratar-se de um Líder Dissonante ou Tóxico.
Uma Liderança tóxica manifesta-se de diferentes formas numa empresa e costuma ser percebida pela grosseria do líder em relação à equipe e por este promover medo nas pessoas, motivo pelo qual um Líder Tóxico só consegue utilizar-se de fatores extrínsecos para motivar sua equipe.
O medo causa elevados níveis de estresse e aumenta os índices de absenteísmo e presenteísmo nos ambientes corporativos, elevando os riscos de doenças como AVC, Alzheimer, gastrite, depressão e ansiedade nos colaboradores.
Outra consequência é a interferência direta na atividade cerebral dos indivíduos, diminuindo o foco e a produtividade. A soma desses eventos leva à tão conhecida Síndrome de Burnout.
O que o líder tóxico não sabe é que ele também sofre os efeitos do seu próprio veneno e está exposto aos mesmos riscos, caracterizando um dos tipos de Autossabotagem.
Dados de pesquisas mostram que a lucratividade em empresas de baixo engajamento é 22% menor do que em empresas de alto engajamento; que para cada 1% de melhora no clima do ambiente de trabalho, há 2% de aumento na receita; e que 25% dos agredidos descontam nos clientes.
Seja implacável com seus objetivos, mas com as pessoas promova confiança e empatia.
Na sua empresa não tolere canalhas brilhantes. O custo para o trabalho em equipe é grande demais. (Reed Hastings, CEO da Netflix)